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A mais diabólica personificação do perigo amarelo! |
O Dr. Fu Manchu, o gênio do mal criado pelo escritor inglês Sax Rohmer –
exótico pseudônimo adotado por Arthur Henry Sarsfield Ward – fez uma
rápida transição das páginas para as telas. A estreia cinematográfica
oficial do legítimo representante dos medos e paranoias de toda uma
geração de ocidentais – um amálgama de vários estereótipos atribuídos
especialmente aos chineses – data de 1923, quando foi interpretado por
Harry Agar-Lyons em dois seriados mudos, dez anos após o lançamento de
sua primeira aventura na Inglaterra, 'The mistery of Dr. Fu Manchu' (ou 'The
insidious Dr. Fu Manchu', nos EUA), em 1913.
Apesar da notável diferença com a descrição física do personagem (“um
homem alto, magro e felino, de ombros elevados, testa ampla como a de
Shakespeare, rosto satânico, crânio raspado, olhos oblíquos, magnéticos,
de pupilas verdadeiramente verde-gato”), o gorducho Warner Oland – o
mais popular Charlie Chan do cinema – herdou o personagem de Lyons,
estrelando três filmes para a Paramount e inaugurando a fase sonora do
vilão.
Em seguida, a MGM investiu pesado em A MÁSCARA DE FU MANCHU (The
mask of Fu Manchu, 1932), trazendo Boris Karloff na pele do temível
doutor. Na década de 1940, foi a vez de Henry Brandon, que não fez feio
no excelente seriado da Republic Pictures, OS TAMBORES DE FU MANCHU (The
drums of Fu Manchu, 1940) e do espanhol Manuel Requena, astro do
obscuro EL OTRO FU-MAN-CHÚ, dirigido por Ramón Barreiro em 1946.
Após a
incursão espanhola, o personagem foi esquecido pelos produtores e apenas
duas versões televisivas de Fu Manchu aparecem nos anos 1950: a
primeira com John Carradine – em apenas um episódio piloto não
aproveitado pela emissora NBC, THE ZAYAT KISS – e a segunda, de
baixíssimo orçamento, com o caricato Glen Gordon no papel do vilão.
Fu Manchu só voltaria às telas de cinema quase vinte anos depois, quando
o produtor Harry Alan Towers (1920-2009) – até então responsável por
alguns filmes e seriados para a TV inglesa – ressuscita o gênio do crime
em grande estilo. Towers, um fã confesso de Rohmer e de literatura
'pulp', observando o sucesso estrondoso da série 007 e seus exóticos
vilões, decide investir pesado – algo atípico para sua carreira – numa
nova aventura do perigo amarelo. Além da campanha publicitária
agressiva, Towers contrata profissionais competentes, como o talentoso
artesão Don Sharp (de O BEIJO DO VAMPIRO, produção da Hammer) e um
elenco de peso – que incluía Nigel Green e Howard Marion-Crawford, além
de atores alemães veteranos dos 'krimis' como Karin Dor e Joachim
Fuchsberger – capitaneado por Christopher Lee no papel de Fu Manchu.
O resultado, A FACE DE FU MANCHU (The face of Fu Manchu, 1965), uma
mistura de Rohmer e Ian Fleming, escrito por “Peter Welbeck” (pseudônimo
tradicional do próprio Towers), mostrou-se lucrativo o suficiente para
dar origem a quatro sequências. A primeira, AS 13 NOIVAS DE FU MANCHU
(The brides of Fu Manchu, 1966), também dirigida por Sharp, traz Douglas
Wilmer substituindo Green no papel do arquiinimigo de Fu Manchu, o Dr.
Nayland Smith. Wilmer repetiria o papel no terceiro filme da série, A FILHA DIABÓLICA DE FU MANCHU (The vengeance of Fu Manchu, 1967), de
Jeremy Summers.
Os tempos mudavam e, na efervescência do final dos anos 1960, a série
já dava sinais de cansaço. O retorno nas bilheterias diminuía e Towers
não dispunha mais de orçamentos tão generosos quanto o de A FACE DE FU MANCHU. Com menos tempo e dinheiro para filmar, que outro diretor
se adequaria tão bem quanto o espanhol Jesús Franco Manera (1930-2013), mais
conhecido como "Jess Franco"?
Em Franco, Towers encontra seu parceiro ideal: gourmet, músico de
jazz e bon vivant, o espanhol é o autor de centenas de filmes – dentre
os quais dezenas de versões alternativas de um mesmo filme, o que torna a
compilação de sua filmografia uma missão quase impossível. Os
resultados iam do puro lixo a obras primas incontestáveis. Com sua
rapidez e economia, Franco surpreendia produtores – como o suíço Erwin
C. Dietrich, com quem manteve uma duradoura parceria – ao ser contratado
para fazer um filme e entregar dois, usando a mesma equipe e locações,
sem qualquer tipo de acréscimo no orçamento ou no cronograma de
filmagens!
A parceria Towers-Franco dá origem ao quarto filme da série, FU MANCHU E O BEIJO DA MORTE (1968), que, para desgosto de Lee, baseia-se novamente
num roteiro original do próprio Towers, consideravelmente distante dos
textos originais de Rohmer. Nele, os obstinados Fu Manchu (Lee) e sua
filha Lin Tang (Tsai Chin, presente desde o primeiro filme da
série de Towers) montam sua base de operações em uma caverna na América
do Sul, de onde pretendem, mais uma vez, dominar o mundo. O plano é
engenhoso: dez belas mulheres são sequestradas e infectadas com o
poderoso veneno da “cobra negra”, sendo posteriormente enviadas para
diversas capitais para administrar o “beijo da morte” em personalidades
de renome mundial. Um dos escolhidos é o incansável arquiinimigo de Fu,
Nayland Smith (Richard Greene, substituindo Douglas Wilmer), que após
ser beijado por Celeste (Loni Von Friedl), percebe que sua única chance
de cura é localizar o esconderijo de seu velho rival. Cego e debilitado,
Smith e seu fiel assistente Dr. Petrie (Howard Marion Crawford, em sua
quarta aparição na série) são ajudados na difícil missão pela enfermeira
Ursula (Maria Rohm, esposa de Towers) e pelo arqueólogo Carl Jansen
(Götz George) e enfrentam os inúmeros perigos das florestas sul
americanas, como o bando de Sancho Lopez (o espanhol Ricardo Palacios,
usando chapéu de cangaceiro).
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A brasileira Olivia Pineschi (à esquerda) e o espanhol Palacios (de cangaceiro) num lobby card norte-americano de FU MANCHU E O BEIJO DA MORTE |
Certamente o mais fraco exemplar da série, FU MANCHU E O BEIJO DA MORTE mostra um Franco contido e discreto, muito distante de seus
trabalhos mais autorais. Ainda que a trama permitisse que Franco, um fã
confesso da obra de Rohmer, chafurdasse em suas obsessões com sexo,
sadismo e morte – a ideia do exército de garotas hipnotizadas
distribuindo beijos da morte pelo mundo remete a outros filmes do
espanhol -, o resultado é curiosamente impessoal.
Os fãs de Franco sabem que o diretor nunca foi afeito a sequências de
ação e as deste filme, canhestras em sua maioria, provam isso. O final,
quando o esconderijo de Fu Manchu é destruído, é especialmente
insatisfatório, tamanha a facilidade com que Nayland Smith elimina o
gênio do mal.
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Cartaz norte-americano |
Mas o filme guarda alguns atrativos, especialmente para os fãs
brasileiros. Apesar de a ação se passar na fronteira imaginária entre
“Melia” e “Santa Cristabel” (em determinado momento, Smith diz que Fu
Manchu está escondido “em uma determinada região da América do Sul,
protegido de um lado pelos Andes e do outro pelo Mato Grosso”), Franco e
sua equipe desembarcaram no Rio de Janeiro, onde o filme foi
praticamente todo rodado.
Segundo a atriz, produtora e musa da pornochanchada carioca Olívia
Pineschi (que aparece como uma cigana nas sequências onde “Melia” é
invadida pelo bando de Sancho Lopez), Franco estava “impossível” em sua
passagem pelo Rio. Encantado com a anatomia das brasileiras, o erudito
Jesus chegou a convidar algumas das atrizes a acompanhá-lo em sua volta
para a Espanha. Além da Floresta da Tijuca, que serviu como lar para Fu
Manchu, a produção utilizou o Parque Lage (o “Palácio do Governador” de
“Santa Cristabel”) e os estúdios da Atlântida, onde foram filmados
alguns dos interiores da caverna do perigo amarelo, com suas masmorras
mal iluminadas.
O ambiente quente e úmido certamente não foi dos mais agradáveis para
Lee. Ainda segundo Olívia, Lee, apesar de muito simpático, reclamava
bastante da pesada maquiagem, que praticamente o impedia de movimentar
os olhos. Mesmo com o cansaço em virtude das limitações e do roteiro de
Towers, que pouco lhe dá para fazer, Lee se sai maravilhosamente bem no
papel, transformando cada linha de diálogo numa ameaça para seus
adversários.
O personagem mais curioso do filme é o bandido Sancho Lopez, vivido por Ricardo Palacios, veterano de dezenas de western spaghetti. Palacios, o mais entusiasmado de todos os atores, é um misto de 'bandolero' e cangaceiro e parece ter saído do set de um de seus westerns.
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Dobradinha Chris Lee nas telas cariocas em 1969: FU MANCHU e DRÁCULA, O PERFIL DO DIABO (Dracula has risen from the grave, 1968), de Freddie Francis |
O personagem mais curioso do filme é o bandido Sancho Lopez, vivido por Ricardo Palacios, veterano de dezenas de western spaghetti. Palacios, o mais entusiasmado de todos os atores, é um misto de 'bandolero' e cangaceiro e parece ter saído do set de um de seus westerns.
Franco nunca demonstrou muito apreço pelos mocinhos de seus filmes e FU MANCHU E O BEIJO DA MORTE não é exceção. O Nayland Smith de Greene
(de CONTOS DO ALÉM, de Freddie Francis) passa a maior parte do filme
deitado e imóvel. George, no papel do obrigatório “herói ocidental”, o
arqueólogo Carl Jansen, ao menos se sai bem nas cenas de ação. O maior
destaque é Marion-Crawford, novamente o 'comic relief' da narrativa. Na
pele do Dr. Petrie, Crawford tem as melhores frases do filme, à custa de
imortais hábitos britânicos, como a sua constante irritação com a falta
de chá quente na selva.
Quanto ao elenco brasileiro, Frances Kahn (de OS PAQUERAS) e Isaura
de Oliveira são as únicas a receberem crédito. Kahn é Carmen e Isaura é
Yuma, integrantes do grupo de dez mulheres selecionadas por Fu Manchu
para dominar o mundo. Isaura recebe atenção especial de Franco em uma
longa sequência na qual tenta seduzir Sancho Lopez. Dentre os atores não
creditados, além de Olívia – que ao longo de sua extensa carreira
também atuou em outras produções estrangeiras como LOVE IN THE PACIFIC
(1970), do polonês naturalizado brasileiro Zygmunt Sulistrowski, e 99 MULHERES (99 women, 1969), outro
filme de Franco com cenas rodadas no Rio -, aparecem Oswaldo Loureiro, como o chefe dos capangas
de Fu Manchu (usando bandana vermelha e trajando um roupão preto) e o
veterano Rodolfo Arena, como uma autoridade de “Melia” rapidamente
despachada pelo bando de Lopez.
O filme, uma eterna vítima de versões cortadas e em 'full screen', que
destruíam alguns dos seus poucos charmes, está disponível em DVD
norte-americano (Blue Underground), com imagem cristalina em widescreen
anamórfico (1:66:1), realçando o colorido das locações cariocas e os
belos enquadramentos do fotógrafo Manuel Merino; o som é alto e claro,
evidenciando a inadequada trilha do parceiro habitual de Franco, Daniel
White. Os extras contidos no DVD são igualmente impecáveis e contém
entrevistas de Franco, Towers, Lee, Chin e Shirley Eaton. Franco diz que
vir ao Brasil foi como realizar um sonho, enquanto Lee confirma sua
irritação com a maquiagem e com as liberdades tomadas por Towers ao
adaptar os originais de Rohmer. Já Eaton (a bond girl que morre
asfixiada ao ter o corpo banhado por ouro em 007 CONTRA GOLDFINGER), não
queria ver Towers nem pintado a ouro. Apesar de receber crédito
proeminente, Eaton aparece em uma única e rápida cena de FU MANCHU E O BEIJO DA MORTE, roubada de A MULHER DO RIO (The girl from Rio, 1969),
outra parceria Towers-Franco rodada simultaneamente ao 'Beijo da morte' no
Rio de Janeiro! Em A MULHER DO RIO, Eaton reprisa o papel de Sumuru, uma
espécie de Fu Manchu de saias, (também criado por Rohmer), que já havia
interpretado em O MILHÃO DE OLHOS DE SUMURU (The million eyes of
Su-muru, 1967), de Lindsay Shonteff. Assim, Eaton virou estrela de um
filme no qual não atuou e pelo qual não foi paga!
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Sumuru, Fu Manchu de saias. Produção de Towers dirigida por Lindsay Shonteff |
Para o quinto e último filme da série, THE CASTLE OF FU MANCHU (1969), rodado logo em seguida a FU MANCHU E O BEIJO DA MORTE, Towers e Franco trocaram o ensolarado Rio de Janeiro por Istambul e Barcelona. Novamente baseado num roteiro original de Towers, 'Castle' é superior a seu antecessor, ainda que o produtor tenha obrigado Franco a trabalhar com um orçamento espartano; a pobreza é tamanha que faz o filme anterior parecer uma superprodução hollywoodiana.
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"Fu Manchu para prefeito!": Lee, Maria Perschy e Günther Stoll em CASTLE OF FU MANCHU |
Desta vez, Fu Manchu (Lee) e sua filha Lin Tang (Tsai Chin), renascidos das cinzas, pretendem dominar o mundo através de um bizarro plano que consiste no congelamento da água, em qualquer temperatura, quando misturada a cristais de ópio! Na sequencia pré-créditos, Fu Manchu dá a primeira demonstração de poder, destruindo um luxuoso transatlântico nos mares do Caribe. Mas como realizar uma sequência desse porte em meio a mais absoluta escassez de recursos? Simples: roube todas as cenas do naufrágio de SOMENTE DEUS POR TESTEMUNHA (A night to remember, 1958), clássico de Roy Ward Baker sobre o desastre do Titanic!
Pai e filha invadem o castelo do governo em Istambul (um imenso estoque de ópio) com o auxílio dos homens de Omar Pasha (José Manuel Martín), para logo depois traí-los, mantendo o braço direito de Pasha, a bela Lisa (Rosalba Neri), como refém. Apesar do diabólico plano já ter se mostrado eficiente, Fu Manchu e Lin Tang sequestram o Professor Heracles (Gustavo Re) a fim de aperfeiçoá-lo, sem se dar conta de que o cientista está à beira da morte, devido a um sério problema cardíaco. Para curá-lo, eles ordenam a captura do médico do professor, Dr. Kessler (Günther Stoll) e da enfermeira Ingrid (Maria Perschy), que são obrigados a realizar um transplante de coração. Para azar de Fu, Kessler era amigo de Nayland Smith (Richard Greene), que desconfiado, parte para Istambul. Com a ajuda do Dr. Petrie (o impagável Howard Marion-Crawford), de Pasha e do General Hamid (o próprio Franco), Nayland irá novamente por fim as terríveis maquinações do perigo amarelo.
Um filme que esnoba suas personagens femininas e no qual não há nenhuma temática sexual evidente não pode ser considerado como um verdadeiro filme de Franco, novamente atuando como um 'hired gun' de Towers. É curioso ver como o roteiro ignora a personagem de Rosalba Neri, musa do cinema italiano, após sua captura por Fu Manchu: seu papel, Lisa, uma criminosa obviamente lésbica, parece feito sob medida para Franco, mas não é aproveitado.
Mas se CASTLE OF FU MANCHU ainda está distante de obras autorais do diretor como DORIANA GREY (1976), ao menos Franco se mostra muito mais à vontade do que em FU MANCHU E O BEIJO DA MORTE, quando realizou um filme de ação mais convencional. Provavelmente, a maior liberdade foi consequência não só do minúsculo orçamento, mas também do fato de Franco filmar em Istambul, cidade com a qual já estava familiarizado e que serviu de cenário para vários de seus filmes (ainda que o castelo turco de Fu Manchu tenha sido rodado no Parque Güell, em Barcelona). É fácil observar como Franco e seu fotógrafo Manuel Merino fazem melhor proveito das paisagens turcas do que das locações cariocas vistas no quarto filme da série. Nada mais apropriado: um lar oriental para um vilão oriental.
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Cartaz espanhol |
O final é, novamente, pouco convincente, mas a essa altura, o leitor/espectador provavelmente já captou o espírito do filme. Apenas relaxe e aproveite a oportunidade de assistir a última atuação de Lee no papel do perigo amarelo.
Tal como FU MANCHU E O BEIJO DA MORTE, CASTLE OF FU MANCHU foi lançado em DVD nos EUA pela Blue Underground, companhia do cineasta William Lustig. A versão apresentada não tem cortes (versões anteriores faziam menos sentido que a versão integral, devido a múltiplos cortes) e qualidade de imagem e som impecáveis.
A promessa de volta feita por Fu Manchu ao final de cada filme não se concretizou, já que, após 'Castle', o personagem simplesmente desapareceu das telas. Em 1980, Peter Sellers, em seu último papel, encarnou tanto Fu quanto Nayland Smith na comédia O DIABÓLICO DR. FU MANCHU (The fiendish plot of Dr. Fu Manchu), de Piers Haggard, enquanto o espanhol Alex de la Iglesia alimentou durante algum tempo a esperança de fazer uma nova versão cinematográfica das aventuras do vilão (que, infelizmente, nunca se materializou). Franco escalou sua mulher, Lina Romay (falecida em 2012), na pele da filha de Fu Manchu em ESCLAVAS DEL CRIMEN, de 1986. O lendário astro do horror espanhol, Paul Naschy (Jacinto Molina) apareceu brevemente como Fu Manchu em EL AULLIDO DEL DIABLO (1988), no qual interpreta diversos monstros e vilões clássicos do cinema e no curta metragem LA HIJA DE FUMANCHU'72 (1990), uma bem humorada homenagem ao personagem e aos filmes de Lee. Recentemente, Nicolas Cage interpretou o perigo amarelo num dos trailers – para longas fictícios – em GRINDHOUSE (2007), a reunião de dois longas de Robert Rodriguez (PLANETA TERROR) e Quentin Tarantino (À PROVA DE MORTE). O trailer no qual Cage é Fu Manchu, 'Werewolf women of the SS', foi dirigido pelo músico e cineasta Rob Zombie.
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O DIABÓLICO DR. FU MANCHU, melancólica despedida do genial Peter Sellers |
Muito bom. to procurando The Girl from Rio. O que tem no Youtube já me deixou com água na boca. mulheres lindas e figurinos futuristas, na porta do MAM. É isso mesmo? que tudo!!
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